Page 59 - Projetos Integradores 2020.2
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André Luis Ceconelli¹; Barbara Consuelo Moreira ¹; Edvania Dantas¹; Isabelly Caroline Gomes Silva¹; Keila Roberta Miranda Oberhofer¹; Natalia
Matos de Oliveira¹; Rayssa Mendes de Paula¹; Carla Cristina Amorim 2
1 Alunos do 6º periodo do curso de Psicologia da faculdade FACSETE – Sete Lagoas/MG
2 Orientadora - Professora da FACSETE – Sete Lagoas/MG
INTRODUÇÃO
A família vem se modificando através da história, época e
lugar. Na contemporaneidade nota-se diversos conflitos no contexto
familiar, sobretudo a família é o principal meio de desenvolvimento
social desde a infância ate a fase adulta de um indivíduo. É através
da família que o individuo desenvolve, previne, tolera, e corrige
problemas de saúde, deste modo, não se faz possível separar a
doença do âmbito familiar.
Diante disso se faz notável que a família é essencial para a
construção da melhora do paciente, mas, vale ressaltar as
dificuldades e limitações dessas famílias. Frente a isso nosso
trabalho permeia na compreensão e necessidade de um olhar Esse gráfico evidencia que a maioria das pessoas entrevistadas sofrem com o
voltado a essas famílias. preconceito da sociedade por terem um ou mais familiares portadores de transtornos
mentais, sendo que 25% dessas pessoas vivenciam isso muito frequentemente.
OBJETIVO GERAL
O presente trabalho tem como objetivo geral redirecionar o
olhar de cuidado para as famílias dos indivíduos diagnosticados
com alguma psicopatologia, garantindo um lugar de acolhimento,
escuta e atenção à aqueles que dedicam suas vidas para zelar
pelos seus.
Com o objetivo de atrair atenção para o tema, o trabalho
apontará as falhas e incoerências da sociedade envolta do pouco
conhecimento sobre as doenças mentais e suas especificidades, e
a importância da elaboração de uma rede de apoio entre as
famílias e o adoentado, dessa forma refletindo na melhoria das
relações entre os envolvidos, e melhor qualidade de vida.
DESENVOLVIMENTO
O gráfico ilustra a frequência em que os familiares se sentem prejudicados em suas
vidas pessoas devido aos cuidados demandados, destacando que 30% dos
O método que foi utilizado para a realização dessa pesquisa é entrevistados são prejudicados muito frequentemente e 0% deles, ou seja, nenhuma
o quantitativo, com a finalidade de analisar, em valores numéricos, das pessoas não se sentem dessa forma.
a quantidade de famílias que vem apresentando um desgaste
emocional quando se trata do cuidado a um familiar portador de CONCLUSÕES
algum transtorno mental.
Para obter os dados necessários para o estudo foram feitas Em virtude aos fatos mencionados se faz notável a
pesquisas bibliográficas e questionário semiestruturado. Com necessidade de um olhar voltado para essas famílias, que muitas
caráter exploratório foram aplicados enquetes e questionários, vezes se sentem desamparadas com o cuidado do familiar que
usando o formulário do Google. sofre de transtorno mental. E que sente também por parte da
sociedade e de outros membros mais distante dessa família a
descriminalização para com o familiar doente.
Dentre os inúmeros motivos já relatados no decorrer da
pesquisa, nos estudantes do sexto período de psicologia
percebemos a necessidade de uma intervenção com essas famílias,
sendo proposto a criação de um grupo de apoio para essas
famílias, para que assim se faça possível realizar a escuta dessas
pessoas que se vêem tão desamparadas no processo de cuidar de
um paciente mental.
REFERÊNCIAS
* VIEIRA, Rodrigo Quadros. A Família como Ponto Chave no
Tratamento Terapêutico de Pacientes Portadores de
Transtornos Psiquiátricos e Dependentes Químicos.
Aqui pode-se perceber que, a maioria dos entrevistados se sentem esgotados * Melman J. Família e doença mental: repensando a relação
emocionalmente, evidenciando o desgaste emocional que os cuidados demandados entre profissionais de saúde e familiares. São Paulo (SP):
causam nos familiares. Escrituras; 2002.
* Doença mental e sociedade. Uma discussão interdisciplinar
(p.265-277).

